
No coração do sertão cearense, ergue-se um dos cenários mais enigmáticos do Brasil. Os Monólitos de Quixadá, formações rochosas gigantescas que desafiam o tempo e a lógica, não impressionam apenas pela beleza natural. Ao longo dos anos, eles se tornaram palco de histórias inquietantes, relatos inexplicáveis e fenômenos que até hoje alimentam o imaginário popular.
Gigantes de Pedra que Desafiam a Ciência
Com formatos que lembram torres, sentinelas e figuras, os monólitos parecem ter sido posicionados de forma quase intencional. Para muitos moradores antigos, não se trata apenas de obra da natureza. Há quem afirme que essas rochas guardam segredos antigos, anteriores à própria ocupação humana da região.
Alguns acreditam que os monólitos funcionariam como marcadores energéticos, alinhados de maneira estratégica, criando pontos de concentração magnética ainda pouco compreendidos.
Luzes no Céu e Objetos Não Identificados
Desde a década de 1970, relatos de luzes estranhas cruzando o céu de Quixadá se repetem. Moradores falam de objetos silenciosos, movimentos bruscos e mudanças repentinas de direção — características frequentemente associadas a OVNIs.
Há testemunhos de pessoas que afirmam ter visto esferas luminosas surgirem entre os monólitos, pairarem por alguns segundos e desaparecerem sem deixar rastros. Outros relatam que essas aparições são mais comuns em noites silenciosas, quando o céu está limpo e a lua ilumina as rochas gigantes, criando um cenário quase sobrenatural.
Aparições e Sensações Estranhas
Além dos relatos no céu, existem histórias ainda mais perturbadoras. Visitantes afirmam sentir calafrios repentinos, perda momentânea da noção do tempo e a sensação de estar sendo observado ao se aproximarem de determinados monólitos ao entardecer ou durante a noite.
Há quem diga ter visto sombras se movendo entre as pedras, figuras indefinidas que desaparecem quando alguém tenta se aproximar. Para os mais céticos, tudo pode ser explicado por jogos de luz e sombra. Para outros, os monólitos seriam verdadeiros portais energéticos, capazes de provocar experiências fora do comum.
Lendas Antigas e Conhecimentos Perdidos
Reza a tradição oral que povos antigos já evitavam certas áreas entre os monólitos após o pôr do sol. Histórias passadas de geração em geração falam de entidades protetoras, espíritos da terra ou visitantes vindos “das estrelas”.
Alguns estudiosos do misticismo acreditam que Quixadá poderia fazer parte de uma rota energética global, semelhante a outros locais cercados de mistérios ao redor do mundo.
Mistério que Permanece
Até hoje, não há respostas definitivas. Ciência, fé, imaginação e experiência pessoal se cruzam no silêncio imponente dos monólitos. O que é real? O que é lenda? O que ainda não foi descoberto?
Uma coisa é certa: quem visita Quixadá dificilmente sai indiferente. Os monólitos continuam ali, imóveis, observando o passar dos séculos — como se guardassem um segredo que ainda não estamos prontos para compreender.
Talvez o sertão não seja tão silencioso quanto parece. Talvez, entre pedras gigantes e céus estrelados, algo ainda esteja à espera de ser revelado.
FOTO: Interne

Quem cresce ouvindo histórias sobre a Serra de Maranguape dificilmente passa ileso ao fascínio de um lugar conhecido popularmente como Castelo de Maranguape. O nome, por si só, já desperta curiosidade, imaginação e uma certa aura de mistério. Mas a primeira surpresa surge logo no mapa: apesar de ser chamado de Castelo de Maranguape, as ruínas ficam oficialmente em território de Caucaia, numa área limítrofe que mistura geografia, memória e tradição oral.
Essa divergência territorial não diminui o encanto — pelo contrário, reforça o caráter intrigante do lugar, que há décadas alimenta boatos, lendas e questionamentos sobre seu passado.
Um castelo que não é castelo
Ao contrário do que o nome sugere, o Castelo de Maranguape não é um castelo medieval. Trata-se, na verdade, de uma antiga construção em ruínas, localizada em meio à Mata Atlântica da serra. Há indícios de que o edifício tenha sido uma senzala ou estrutura ligada a uma antiga propriedade rural, pertencente a um homem chamado Lindolpho Prata.
Pouco se sabe com precisão sobre a data de construção ou a função exata do imóvel, o que contribui para o imaginário popular. O local, abandonado há décadas, acabou sendo batizado de “castelo” pela imponência das ruínas e pelo isolamento em meio à serra.
A trilha: um caminho entre a natureza e a história
O acesso às ruínas se dá por uma trilha de aproximadamente 4 km, que começa na localidade de Pirapora, a cerca de 25 km de Fortaleza. O percurso é considerado tranquilo, sem grandes exigências técnicas, mas exige preparo físico básico e atenção.
Ao longo do caminho, o visitante atravessa:
riachos de água limpa
pequenas quedas d’água
trechos preservados de Mata Atlântica
Próximo ao início da trilha, existe uma área de apoio com camping, piscina natural, banheiros e cozinha comunitária, administrada pela Fundação Mata Atlântica Cearense, reforçando o caráter de preservação ambiental da região.
A cruz, o crime e a disputa por terras
Um dos pontos mais marcantes do percurso é um cruzeiro de ferro, fincado à beira da trilha. Nele, está inscrita a frase: “Rogar por Lindolpho”. O local marca o ponto onde Lindolpho Prata teria sido assassinado por um empregado, em uma disputa por terras, entre os anos de 1910 e 1915.
O episódio trágico atravessou gerações pela oralidade, transformando-se em uma espécie de lenda local. Para muitos, esse acontecimento sela o destino do lugar, explicando o abandono da propriedade e o surgimento de histórias sombrias associadas ao caminho.
Medo, boatos e curiosidade infantil
Durante décadas, o Castelo de Maranguape foi cercado por boatos. Histórias de difícil acesso, encontros indesejados pelo caminho e relatos de que o local teria sido habitado por pessoas escravizadas povoaram o imaginário de quem cresceu ouvindo falar da serra.
Para muitos, o castelo sempre foi mais uma ideia do que um lugar concreto. Uma presença distante, quase mítica. A curiosidade permanecia:
Quem realmente viveu ali? Quando foi construído? Qual era sua verdadeira função?
Quando a imagem encontra a imaginação
Para quem nunca esteve no local, o primeiro contato muitas vezes acontece por meio de fotografias encontradas na internet. Ver as ruínas entre a vegetação, os muros de pedra tomados pelo tempo e a luz filtrada pelas árvores é, para muitos, uma espécie de realização — a confirmação de que aquele lugar misterioso realmente existe.
O Castelo de Maranguape, afinal, é menos sobre respostas definitivas e mais sobre experiência, memória e conexão com o território.
Preservar o mistério, respeitar o lugar
Hoje, a área é reconhecida como um espaço de valor histórico e ambiental. Quem decide percorrer a trilha deve fazê-lo com responsabilidade:
- levar todo o lixo de volta
- respeitar a fauna e a flora
- avisar alguém sobre o trajeto antes de iniciar a caminhada
Mais do que um ponto turístico, o Castelo de Maranguape é um convite à reflexão sobre como histórias esquecidas, conflitos antigos e a natureza se entrelaçam, criando lugares que resistem ao tempo — não pela grandiosidade, mas pelo mistério.

No alto da serra, cercada por brumas e pelo verde que abraça o Maciço de Baturité, ergue-se um templo que é ao mesmo tempo um refúgio espiritual e uma obra de arte arquitetônica: a Capela de Nossa Senhora de Fátima, na comunidade de Catolé, em Mulungu.
Reconhecida como a maior capela do estado do Ceará, ela não impressiona apenas pelo tamanho, mas também pela riqueza de detalhes que remetem diretamente ao Santuário de Fátima, em Portugal. Trata-se de uma réplica fiel do templo português, transportando para o interior do Ceará um pedaço da devoção mariana que encanta fiéis de todo o mundo. Da fachada imponente aos delicados acabamentos do altar, cada traço carrega significado e beleza.
No interior, a imagem de Nossa Senhora de Fátima, vinda diretamente de Portugal, é o centro das atenções. Segundo os moradores, há algo especial no seu olhar — um semblante sereno e ao mesmo tempo profundo, capaz de transmitir paz e despertar emoção em quem se aproxima. Ao redor, itens simbólicos reforçam a ligação com a história das aparições de 1917, no pequeno vilarejo português.
A fé aqui é viva e pulsante. Todos os dias 13 de cada mês, ao meio-dia, os sinos anunciam a celebração da missa em alusão a uma das aparições da Virgem, reunindo moradores e visitantes num momento de oração e contemplação. A atmosfera é de devoção sincera, marcada pelo silêncio da serra e pela força da comunidade que mantém viva essa tradição.
Visitar a Capela de Nossa Senhora de Fátima em Catolé é mais do que um ato de fé: é viver a experiência de estar diante de um patrimônio singular, onde a grandiosidade física se une à grandeza espiritual. Um espaço onde o sagrado português se entrelaça com a religiosidade nordestina, criando um cenário único de espiritualidade, história e beleza.
📅 Convite especial: no início de novembro, acontecem os festejos em honra a Nossa Senhora de Fátima, reunindo celebrações, momentos de fé e confraternização. Uma oportunidade para sentir a força dessa devoção e conhecer, de perto, a maior capela do Ceará — que guarda no alto da serra não apenas paredes e imagens, mas histórias, promessas e esperanças.

Entre as belezas naturais e os ventos que atraem turistas e esportistas ao litoral do Ceará, Paracuru guarda um segredo submerso que instiga a curiosidade de moradores e visitantes: os destroços de um navio naufragado, visíveis em maré baixa na Praia do Vapor.
Mas afinal, qual a história por trás desse naufrágio?
Não há registros oficiais precisos sobre o nome da embarcação ou a data exata do ocorrido, o que transforma esse naufrágio em um verdadeiro enigma local. O que se sabe é que o navio a vapor — daí o nome da praia — teria encalhado próximo à costa em algum momento do século XX. Muitos relatos populares contam que a embarcação vinha do exterior, possivelmente transportando cargas ou até passageiros, quando foi surpreendida por uma forte tempestade ou um erro de navegação.
Com o tempo, o que restou do vapor foi sendo engolido pelo mar, mas parte de sua estrutura ainda pode ser vista entre as pedras, principalmente durante a maré seca. É um cenário que fascina mergulhadores, pescadores e turistas, e que hoje faz parte do imaginário coletivo da cidade.
A Praia do Vapor, além da lenda, é um convite à contemplação. Com suas piscinas naturais, recifes e águas claras, ela une história e beleza em um só lugar. O navio naufragado virou símbolo do mistério que envolve o mar — onde, por mais que o tempo passe, as histórias continuam vivas.
Em Paracuru, cada praia tem sua alma. E a do Vapor, sem dúvidas, é feita de memória, curiosidade e encantamento.

Nas serras silenciosas de Baturité, entre o verde profundo da mata e o sussurrar dos ventos, uma história atravessa gerações e segue viva no coração dos moradores do distrito de Uirapuru (Brejo). Uma lenda sagrada, cercada de fé, mistério e devoção, que transformou para sempre aquele pedaço da serra.
Segundo relatos populares, por cerca de três meses consecutivos, estranhos e maravilhosos acontecimentos chamaram a atenção de quem vivia ou passava pela estrada que liga Baturité a Guaramiranga. Ali, em um ponto específico às margens da rodovia, a imagem luminosa de uma mulher vestida de branco, envolta em brilho e silêncio, foi vista por inúmeros olhos — simples, crentes e incrédulos. As pessoas logo identificaram: era Nossa Senhora.
As aparições não ocorreram apenas uma vez, nem em um único local. Testemunhas afirmam que a presença celestial também foi sentida e avistada em um campo mais acima, no alto da serra, onde hoje a vegetação dança com o vento e a paz é quase palpável. Alguns descrevem que ela surgia em meio a uma luz intensa, outros dizem que ouvia-se um canto suave, como um chamado à oração. O que se sabe é que, por três meses, a fé se agigantou naquele lugar.
Com o passar do tempo, diante da comoção e dos relatos cada vez mais frequentes, os moradores decidiram erguer uma capela no local das primeiras aparições. Hoje, a pequena igreja que se destaca pela cor, simples e serena, repousa ali como um marco da fé que floresceu com a lenda. É ponto de oração, de silêncio e de visitas constantes — de devotos, curiosos e turistas em busca de algo que vai além do visível.
Alguns ainda contam que, até hoje, há noites em que uma luz estranha paira sobre o campo, como se a história insistisse em não morrer. Há quem diga que sentiu o ar mudar, quem jure ter ouvido vozes suaves ao pé da serra. E há aqueles que, mesmo sem ver ou ouvir nada, se arrepiam ao pisar no solo sagrado da aparição.
Entre o mistério e a fé, a lenda de Nossa Senhora em Uirapuru segue viva — um capítulo sagrado na história espiritual da Serra de Baturité.
Se for pela fé, vá. Se for pela curiosidade, também. Mas ao pisar em Uirapuru, vá com o coração aberto. Porque ali, entre o Brejo e o céu, há algo que só quem sente pode explicar.
SAIBA MAIS NO CANAL: kayky Ribeiro

O Pico do Cabugi, localizado no coração do Rio Grande do Norte, é uma das formações geológicas mais impressionantes e enigmáticas do Brasil. Elevando-se a 590 metros de altura, o Cabugi é o único vulcão extinto do país cuja forma original está preservada, tornando-se um marco natural e um destino obrigatório para os amantes da natureza e da aventura.
- UMA JANELA PARA O PASSADO GEOLÓGICO DO BRASIL
Formado há cerca de 19 milhões de anos, o Pico do Cabugi é um testemunho da história vulcânica da região. Situado no município de Angicos, a aproximadamente 160 km de Natal, o vulcão atrai turistas e estudiosos interessados em suas características geológicas únicas. A forma cônica e imponente do Cabugi é um dos poucos vestígios remanescentes da intensa atividade vulcânica que moldou parte do território nordestino milhões de anos atrás.
- CURIOSIDADES QUE ENCANTAM
O Pico do Cabugi é muito mais do que uma simples montanha. Ao longo dos séculos, ele se tornou objeto de lendas locais e histórias fascinantes que se entrelaçam com a cultura potiguar. Sua presença imponente tem inspirado mitos sobre erupções passadas e poderes sobrenaturais. Além disso, a trilha até o topo oferece aos visitantes a oportunidade de observar uma flora e fauna adaptadas ao clima semiárido da região, proporcionando um contato direto com a natureza intocada.
- AVENTURA E CONEXÃO COM A NATUREZA
Para os aventureiros, a escalada até o cume do Pico do Cabugi é uma experiência inesquecível. O acesso ao vulcão se dá pela BR-304, e o trajeto até o topo é feito por uma trilha que, embora desafiadora, recompensa com uma vista panorâmica espetacular. Do alto, é possível contemplar as vastas planícies do sertão nordestino e sentir a brisa fresca que ameniza o calor característico da região. A melhor época para visitar é durante os primeiros meses do ano, quando o clima é mais ameno, e as condições para trilha são ideais.
- CONECTE-SE COM A HISTÓRIA E A CULTURA LOCAL
Visitar o Pico do Cabugi é mais do que uma aventura; é uma viagem ao passado geológico do Brasil e uma oportunidade de se conectar com a rica cultura e história do Rio Grande do Norte. O vulcão, símbolo de resistência e preservação, continua a ser uma das atrações mais emblemáticas do estado, encantando todos que têm a oportunidade de explorá-lo.
- PREPARE-SE PARA A AVENTURA
Antes de embarcar nessa jornada, é essencial estar bem preparado. Recomenda-se o uso de roupas leves, calçados apropriados para trilha, protetor solar, e, claro, uma boa quantidade de água. A experiência de alcançar o cume do Cabugi, no entanto, faz todo o esforço valer a pena, proporcionando momentos de contemplação e conexão com a natureza que dificilmente serão esquecidos.
O Pico do Cabugi não é apenas um destino turístico; é uma experiência que desperta a curiosidade, inspira o respeito pela natureza e convida todos a explorar as maravilhas geológicas do Rio Grande do Norte. Prepare-se para desvendar os segredos deste vulcão extraordinário e deixe-se encantar por tudo o que ele tem a oferecer.
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